30º Domingo do  Tempo Comum
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Diác. Valdeci Florentino dos Santos 

Paróquia Nossa Senhora Aparecida

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!”

Evangelho (Mt 22,34-40 )

“Qual é o maior mandamento da Lei?” Essa pergunta, dirigida a Jesus, fazia parte dos debates entre os mestres religiosos de seu tempo. Diante de tantos preceitos, desejava-se saber qual deveria ocupar o primeiro lugar. Jesus aponta para o essencial: amar a Deus com todo o coração, com toda a alma e com todo o entendimento, e amar o próximo como a si mesmo.
Esses mandamentos revelam o coração da nossa fé. O amor a Deus e o amor ao próximo são inseparáveis. Quem acolhe o Senhor aprende a reconhecer sua presença nos irmãos. Quem se aproxima do próximo com misericórdia transforma sua fé em testemunho concreto. Por isso, toda a Lei e os Profetas encontram no amor seu fundamento.
Amar a Deus significa permitir que Ele ocupe o centro da nossa existência. É confiar-lhe a vida, escutar sua Palavra e deixar que sua vontade ilumine nossas escolhas. Esse amor exige uma resposta diária. Nossa fé amadurece quando perguntamos: “Senhor, o que esperas de mim? Como posso agir segundo o teu amor?”
Precisamos reconhecer os ídolos que disputam espaço em nosso coração: o apego ao dinheiro, a busca de prestígio, o orgulho e o desejo de dominar. Quando essas coisas governam nossa vida, tornam-se obstáculos à liberdade de amar. O Senhor nos chama a abandonar o que nos aprisiona, para servi-lo com generosidade.
O amor ao próximo nos conduz às pessoas concretas: familiares, vizinhos, colegas de trabalho, pobres, enfermos e também aqueles com quem temos dificuldade de conviver. Amar exige escuta, paciência, respeito e disposição para ajudar. Uma visita, uma palavra de consolo, um pedido de perdão ou a atenção a quem se sente esquecido podem revelar a presença de Deus.
Amar o próximo como a nós mesmos também significa reconhecer nossa dignidade. Somos amados por Deus, com nossas qualidades e limitações. Acolher essa verdade nos ajuda a cuidar da própria vida e a compreender os outros. Quem sofre precisa encontrar em nós acolhimento, nunca desprezo ou condenação.
Jesus aprofunda esse chamado: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. Ele próprio se torna a medida do nosso amor. Aproximou-se dos que sofriam, acolheu os excluídos, perdoou os pecadores e entregou sua vida. Seu exemplo nos ensina a vencer a indiferença e buscar o bem do outro, mesmo quando isso exige renúncia.
Irmãos e irmãs, a Eucaristia nos alimenta para essa entrega. Ao recebermos Cristo, somos chamados a levar seu amor para casa, para o trabalho e para a comunidade. Nossa comunhão com o Senhor deve produzir frutos de fraternidade, justiça e solidariedade.
Peçamos uma fé que se expresse em atitudes, inclusive nas pequenas situações de cada dia. Que nossa maneira de viver revele a alegria do Evangelho e ajude outras pessoas a experimentar a bondade de Deus.
Senhor, liberta nosso coração de tudo o que nos impede de amar. Ensina-nos a reconhecer tua presença nos irmãos e a servir com generosidade. Que o amor seja o fundamento das nossas escolhas e o testemunho verdadeiro da nossa fé.

Amém!