Missa de Frei Galvão na São João Batista
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Acontece neste domingo (25/10) missa em honra a Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, conhecido como Frei Galvão. Durante a celebração, serão distribuídas as tradicionais pílulas de Frei Galvão, “sinais de fé e confiança na intercessão do santo”.
Frei Galvão nasceu em 1739, em Guaratinguetá (SP). Ingressou na Ordem Franciscana em 1760 e foi ordenado sacerdote em 1762, dedicando sua vida à oração, à caridade e ao atendimento dos pobres, enfermos e necessitados. Grande devoto da Virgem Maria, destacou-se como conselheiro espiritual, pacificador e fundador do Mosteiro da Luz, na cidade de São Paulo. Reconhecido ainda em vida como um homem de paz e caridade, faleceu em 23 de dezembro de 1822. Foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 1998 e canonizado pelo Papa Bento XVI em 11 de maio de 2007, tornando-se o primeiro santo nascido no Brasil. Sua festa litúrgica é celebrada em 25 de outubro.
A devoção às pílulas de Frei Galvão surgiu de sua preocupação com os enfermos. Segundo a tradição, o santo escreveu uma oração à Virgem Maria em pequenos pedaços de papel, que foram entregues a pessoas doentes e em situações de risco, às quais são atribuídas graças de cura e proteção. Desde então, as chamadas “pílulas de Frei Galvão” tornaram-se um sinal de fé e confiança na intercessão do santo e de Nossa Senhora.
A missa em honra a Frei Galvão acontece neste domingo (25), às 19h, na Igreja Matriz São João Batista, no Parque das Indústrias.

Frei Galvão, uma vida dedicada à paz e à caridade

Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, conhecido como Frei Galvão, nasceu em 1739, em Guaratinguetá, no interior paulista. Primeiro santo nascido no Brasil a ser canonizado pela Igreja Católica, dedicou sua vida à oração, à caridade e ao acolhimento dos pobres e enfermos.
Batizado como Antônio Galvão de França, recebeu da família uma formação cristã marcada pela generosidade. Aos 13 anos, foi estudar com os jesuítas na Bahia. Em 1760, ingressou no noviciado franciscano em Macacu, no Rio de Janeiro, fazendo sua profissão religiosa no ano seguinte.
Ordenado sacerdote em 11 de julho de 1762, passou a exercer seu ministério em São Paulo. No Convento de São Francisco, atuou como pregador, confessor e porteiro. Sua disponibilidade para escutar, aconselhar e reconciliar fez com que fosse procurado por pessoas de condições sociais diversas.
Em 1774, fundou o recolhimento que deu origem ao Mosteiro da Luz, na capital paulista. Além de acompanhar espiritualmente as religiosas, participou da construção da obra. Reconhecido pelo cuidado com os necessitados, ficou conhecido como “homem da paz e da caridade”.
Sua espiritualidade franciscana foi marcada pela simplicidade e pela devoção a Nossa Senhora. A devoção popular se manifesta nas pílulas de Frei Galvão, pequenos papéis com uma oração mariana, associados aos pedidos de sua intercessão.
Frei Galvão morreu em 23 de dezembro de 1822, aos 83 anos, no Mosteiro da Luz, onde foi sepultado. Seu túmulo tornou-se lugar de peregrinação e agradecimento pelas graças atribuídas à sua intercessão.
Foi beatificado por João Paulo II em 25 de outubro de 1998 e canonizado por Bento XVI em 11 de maio de 2007, em São Paulo. Sua memória litúrgica é celebrada em 25 de outubro. Seu testemunho inspira a vivência do Evangelho pela oração, pela fraternidade e pelo serviço aos irmãos.