11º Domingo do  Tempo Comum
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Diác. Luiz Demarchi
Paróquia São José

“A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. ”

Evangelho (Mt 9,36-10,8 )

A liturgia deste domingo nos convida a recordar a presença constante de Deus na história da humanidade e o seu desejo de oferecer, em todos os tempos, a vida, a salvação e a comunhão com Ele.
Deus se faz presente no passado, no presente e no futuro.
No passado, manifesta-se como Criador, concedendo ao ser humano a dignidade de governar a criação e a graça de ser seu filho amado. No entanto, a ganância, o orgulho, a prepotência e a autossuficiência levaram o homem a afastar-se da vontade divina. Ao distanciar-se de Deus, o ser humano perdeu-se pelos caminhos do mundo, experimentando as consequências do pecado e da ruptura com o seu Criador.
Mas Deus nunca desistiu de seu povo. Desejando reconduzir a humanidade à comunhão consigo, escolheu homens e mulheres para anunciar o seu projeto de amor e salvação. As Sagradas Escrituras nos recordam, por exemplo, a missão de Moisés, enviado para libertar o povo da escravidão do Egito. Durante essa caminhada, Deus estabeleceu uma aliança com seu povo, oferecendo-lhe os mandamentos como caminho de vida e liberdade.
No presente, Deus envia seu próprio Filho, Jesus Cristo. Nele, o amor do Pai torna-se visível e concreto. Jesus nos mostra que a fidelidade à vontade de Deus nos conduz à verdadeira filiação divina. Ao olhar para as multidões cansadas, abatidas e sem direção, Ele se compadece e percebe a necessidade de uma intervenção salvadora. Por isso, anuncia o Reino de Deus e nos ensina que a vontade do Pai deve estar acima de nossos interesses e desejos.
O próprio Jesus foi obediente até o fim. Assumiu a missão de Libertador e Salvador, revelando que a verdadeira liberdade nasce da comunhão com Deus.
No futuro, essa obra de salvação continua. No Evangelho deste domingo, vemos Jesus escolhendo e enviando os Doze para dar continuidade à sua missão. Ele lhes confia autoridade para anunciar o Evangelho e formar novos discípulos. Dessa forma, Deus continua utilizando pessoas concretas para tornar conhecido o seu amor ao mundo.
Muitas vezes, corremos o risco de olhar para as Escrituras apenas como relatos históricos ou acontecimentos distantes. No entanto, a Palavra de Deus é viva e atual. Ela continua iluminando nossa caminhada e oferecendo sentido à nossa existência.
Por isso, também nós somos chamados a participar dessa missão. Deus utilizou Moisés, os profetas, os apóstolos e tantos outros homens e mulheres ao longo da história. Utilizou o próprio Cristo para confirmar sua aliança de amor com a humanidade. Hoje, deseja servir-se de cada um de nós.
A missão de anunciar o Evangelho não pertence apenas aos primeiros apóstolos. É compromisso de todo cristão batizado. Somos chamados a testemunhar, com palavras e atitudes, a esperança da vida eterna e a beleza do plano salvífico de Deus.
Que a liturgia deste domingo fortaleça nossa fé. Que o olhar compassivo de Jesus para as multidões desamparadas também desperte em nós o desejo de servir, evangelizar e acolher. E que, alimentados pela Palavra de Deus e sustentados por sua presença constante, permaneçamos fiéis à aliança que Ele fez conosco.
Que o Senhor nos conceda a graça de sermos discípulos missionários, anunciadores da esperança e testemunhas do seu amor.
Amém.