7º Domingo do Tempo Comum
por Diác. Paulo Halter
Paróquia Nossa Senhora da Candelária
“Amor sem Limites”
Evangelho (Lc 6,27-38)
A liturgia deste domingo exige-nos o amor total, o amor sem limites, mesmo para com os nossos inimigos. Convida-nos a pôr de lado a pratica da violência e a substituí-la pela pratica do amor.
A primeira leitura apresenta-nos o exemplo concreto de um homem de coração bondoso, generoso (David) que, tendo a possibilidade de eliminar o seu inimigo, escolhe o perdão, perdoa porque crê na justiça de Deus.
Evangelho reforça esta proposta. Exige de nós cristãos um coração sempre disponível para perdoar, acolher, dar a mão, independentemente de quem esteja do outro lado. Não se trata de amar apenas aqueles que nos amam, trata-se de um amor sem discriminações, que nos leve a ver em cada homem, mesmo no inimigo um nosso irmão. Deus nos ama gratuitamente, assim nos amou Jesus, e assim devemos amar também. Se buscamos interesses, vantagens em nossos relacionamentos, não há gratuidade do amor.
Nesta passagem do Evangelho. Jesus fala duras palavras que nos incomodam: inimigos; que vos odeiam; que vos amaldiçoam e caluniam; que vos esbofeteiam; tomam o manto, tiram o que é vosso. As atitudes que Jesus espera de nós, são atitudes cristãs, são ensinamentos vividos na pratica por Ele: amai; fazei o bem; bendizei; rezai por eles; dai a outra face; deixai levar; dá a quem pedir e não peçais de volta; não condeneis; perdoai; sede misericordiosos. Jesus insiste no perdão, no acolhimento, no diálogo.
A seus discípulos, e a nós, Jesus propõe um caminho exigente. Não se trata apenas de ter amor no coração; é necessário demonstrá-lo com ações. São exigências que muitas vezes são contrárias as nossas vontades, porque pensamos somente em nós, somos egoístas. Aqui a ordem do Mestre é sair de nós mesmos e favorecer gratuitamente o próximo. A motivação para tudo isso é sermos semelhantes ao Pai Celeste; é assumirmos as atitudes benevolentes que ele assume em relação a todos, bons e maus. Por isso, Jesus declara solenemente: “Sejam misericordiosos, como o Pai de vocês é misericordioso”. Nossas escolhas, se forem segundo as exigências do Reino, serão recompensadas por Deus em larga medida.
Senhor nós confiamos em vós, em vosso amor que é capaz de nos transformarmos e levar-nos para onde não teríamos coragem de ir. Te pedimos curai nossos corações, ensinai-nos a amar, dai-nos força para amar e perdoar tudo a todos. Sabemos que não estamos fazendo nada demais, uma vez que nos amais apesar de não merecermos, perdoando-nos sempre que humildemente a vós recorremos.