Perdoe-me porque pequei
Não sei quantos se lembrarão das leituras proclamadas nas missas do dia 13 de setembro passado, 24º Domingo do Tempo Comum. A primeira leitura foi do Livro do Eclesiástico 27,33-28,9.
“O rancor e a raiva são coisas detestáveis; até o pecador procura dominá-las. Quem se vingar encontrará a vingança do Senhor, que pedirá severas contas dos seus pecados. Perdoa a injustiça cometida por teu próximo: assim, quando orares, teus pecados serão perdoados. Se alguém guarda raiva contra o outro, como poderá pedir a Deus a cura? Se não tem compaixão do seu semelhante, como poderá pedir perdão dos seus pecados? Se ele, que é um mortal, guarda rancor, quem é que vai alcançar perdão para os seus pecados? Lembra-te do teu fim e deixa de odiar; pensa na destruição e na morte, e persevera nos mandamentos.
Pensa nos mandamentos, e não guardes rancor ao teu próximo. Pensa na aliança do Altíssimo, e não leves em conta a falta alheia”!
Convém recomendar a leitura também do Evangelho de Mateus 18,21-35 do mesmo dia, com Jesus confirmando as recomendações desse livro. Eclesiástico significa “da igreja”, faz parte da Bíblia Grega, mas não consta do cânone hebraico.
Mas como alguém pode imaginar atender a estas recomendações milenares no mundo em que vivemos, dominado pelos poderosos, pelo ódio entre países vizinhos e também entre países distantes, pois a desenvolvida tecnologia militar pode levar destruição e morte de inocentes a milhares de quilômetros de distância?
Vocês acham que Deus errou ao inspirar os escritores bíblicos? Estava errado ao enviar Seu Filho Unigênito ao mundo como príncipe da paz? Estaria Jesus Cristo também errado como em João 6,15: “Jesus, porém, sabendo que viriam busca-lo para fazê-lo rei, retirou-se de novo, sozinho na montanha”.
Segundo os noticiários diários, nem mesmo no lugar do mundo onde Ele viveu, conseguem chegar a um acordo de paz! Simplesmente O rejeitaram!
E nós, o que podemos fazer? Por vezes temos a impressão que decidimos seguir o caminho dos poderosos. “Vou cuidar da minha vida, procurar tirar vantagem de tudo, viver bem, o resto que se lixe!” O problema é quando este “resto” significa mulher, filhos, parentes, amigos e vizinhos, absolutamente todos!
Dizem que nós, o povo, temos uma força extraordinária ao nosso dispor: O VOTO! Será? Nós o usamos conscientemente, ou apenas pela possibilidade de vantagens de alguma espécie?
Como enfrentamos a fúria dos candidatos que, não tendo mais como atacar seus adversários, resolveram trazer para o seu ambiente apodrecido pela corrupção, assuntos para nós católicos, sagrados? A Mãe de Jesus e Nossa no ambiente na política! Imagino que já foram perdoados! Eles têm noção apenas da força do dinheiro, que os abastece com poder e riqueza.
Nossa Senhora de Aparecida, Padroeira do Brasil! Perdoai-os porque eles não sabem o que fazem!
