Diáconos e esposas vivem dias de oração, comunhão e renovação
Retiro anual da Diocese de Jundiaí reuniu 98 diáconos permanentes e 84 esposas no Mosteiro da Vila Kostka, em Itaici.
Os diáconos permanentes da Diocese de Jundiaí e suas esposas participaram, entre os dias 4 e 6 de setembro, do Retiro Anual Canônico. O encontro foi realizado no Mosteiro da Vila Kostka, em Itaici, Indaiatuba (SP), e proporcionou momentos de oração, reflexão, convivência e renovação vocacional.
As meditações foram conduzidas pelo padre Paulo Eduardo Ferreira de Souza, reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Desterro. Durante o retiro, o sacerdote ressaltou a importância da família como referência fundamental para o exercício do ministério diaconal.
“Amor e fidelidade à Igreja, Esposa de Cristo, e amor e fidelidade à esposa que Deus lhe confiou”, destacou.
Memória, escuta e resposta pessoal
Na abertura, padre Paulo Eduardo recordou os diáconos falecidos da Diocese. Os participantes rezaram em sufrágio de suas almas e agradeceram a Deus pelo ministério que exerceram junto às comunidades.
Em seguida, o pregador apresentou quatro atitudes essenciais para uma vivência fecunda do retiro: crer que Deus está verdadeiramente presente; acreditar que Ele se importa com cada pessoa; reconhecer que Deus interroga; e compreender que Ele espera uma resposta pessoal.
Na manhã de sábado, a reflexão foi inspirada no texto de 1Samuel 15,1-22 e preparou os participantes para a Celebração Penitencial. Na sequência, seis presbíteros da Diocese, juntamente com o assessor, atenderam às confissões.
Família e vocação diaconal
A vida familiar e conjugal do diácono ocupou lugar central nas meditações. Padre Paulo Eduardo ressaltou que os esposos não devem exigir perfeição um do outro nem dos filhos, mas cultivar a abertura do coração, o diálogo, o acolhimento e a misericórdia.
A atenção à esposa e o cuidado com a família foram apresentados como dimensões indispensáveis para uma vivência coerente da vocação diaconal.
A programação da tarde incluiu a oração do Terço pelos diáconos, a partilha das esposas com o assessor e a Adoração ao Santíssimo Sacramento. Após o jantar, a exibição do filme “A Corrente do Bem”, que aborda questões sociais e familiares, encerrou as atividades do sábado.
“Toda vocação nasce de um amor”
Na última meditação, intitulada “Amai a esposa”, padre Paulo Eduardo convidou os participantes a contemplarem a Igreja, Esposa de Cristo, e a esposa confiada por Deus aos diáconos casados.
“Toda vocação nasce de um amor e conduz a um amor. Ninguém é ordenado para si mesmo. Ninguém recebe um ministério para realizar um projeto pessoal. Todo chamado existe para amar”, afirmou.
Ao concluir, o sacerdote apresentou quatro referências para a vida do diácono permanente casado: amar Jesus Cristo; amar a Igreja, Esposa de Cristo; amar a própria esposa; e amar os pobres.
“Este é o caminho para que o diácono exerça seu ministério na Igreja”, destacou.
Celebração encerra o retiro
O encontro foi concluído com a Celebração Eucarística presidida pelo padre Paulo Eduardo. Participaram do retiro 98 diáconos permanentes, 84 esposas e os seminaristas Guilherme Henrique Pomilio de Melo e Mateus Magalhães Vieira, da Diocese de Jundiaí.
Texto e foto: Diác. José Carlos Pascoal – ENAC/CND Brasil.




