Domingo da Pácoa na  Ressurreição do Senhor
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Diác. Francisco Carlos Moraes
Paróquia Nossa Senhora da Candelária

“Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram.”

Evangelho (Mt 26,14-27,66)

 

O Senhor ressuscitou! Aleluia!
O sepulcro está vazio. Maria Madalena não encontra o Senhor no túmulo. Ali estavam apenas as faixas de linho e o sudário. Os sinais da morte ficaram para trás. É o grande dia: a vida venceu. Com toda a criação que desperta para a vida nova, celebramos com alegria e júbilo a festa da vida.
Esta certeza que hoje celebramos inunda o nosso ser. A Ressurreição de Cristo torna novas todas as coisas. A morte e o pecado foram vencidos. É dada vida nova àqueles que confiam no poder salvador e libertador de Deus. Pela Ressurreição de Cristo, a cruz torna-se sinal de vitória, manifestação do amor de Deus e fonte de salvação para toda a humanidade.
No Evangelho de João, Maria Madalena dirige-se ao sepulcro de madrugada, após o sábado. Como representante da comunidade que busca compreender o significado da morte e da Ressurreição de Jesus, ela vê a pedra removida e corre para avisar Pedro e o discípulo amado. Esses dois discípulos também ocupam papel de destaque na comunidade. Pedro recebeu o encargo de confirmar os irmãos na fé. O discípulo amado, que esteve presente na Última Ceia e aos pés da cruz, é aquele que, diante dos sinais, compreende e reconhece que Jesus está vivo.
O amor leva a comunidade a reconhecer, nos sinais da ausência do corpo, a presença do Senhor ressuscitado. O túmulo vazio, as faixas e o sudário são sinais que exigem a adesão da fé para compreender o mistério da Ressurreição. O amor fiel, como o de Jesus pelos seus, move e conduz os discípulos e discípulas no caminho da fé. Como nos diz o Evangelho: “O outro discípulo viu e acreditou”.
A Ressurreição gloriosa do Senhor é a chave para interpretarmos toda a sua vida e o fundamento da nossa fé. Sem essa vitória sobre a morte, como afirma São Paulo, toda a pregação seria inútil e a nossa fé seria vazia. É na Ressurreição de Cristo que se apoia também a nossa esperança na vida futura.
Desde os primórdios do cristianismo, a Ressurreição é o centro da pregação apostólica. Os Apóstolos são, antes de tudo, testemunhas da Ressurreição de Jesus. Este é o núcleo de toda a sua missão e é isso que, ainda hoje, após tantos séculos, continuamos a anunciar: Cristo vive! A Ressurreição é a prova suprema da divindade de Nosso Senhor.
A Ressurreição de Cristo é também um chamado ao apostolado. Somos convidados a ser luz, para levar a luz aos outros. Para isso, é necessário estarmos unidos a Cristo, pois a nossa missão como cristãos é proclamar a sua realeza, anunciando-a com a nossa palavra e com as nossas obras.
Seremos testemunhas autênticas da Ressurreição se escutarmos e vivermos aquilo que Jesus fez e ensinou antes de sua morte: viver o amor, rejeitar o pecado e anunciar o Reino de Deus. Essa Boa-Nova foi dirigida, de modo especial, aos pobres e marginalizados, que são seus destinatários privilegiados.
A Páscoa de Jesus nos convida a retomar a sua missão e o seu caminho. Promover a vida: eis a nossa Páscoa.

Uma santa e feliz Páscoa! Cristo vive! Deus abençoe a todos!