Maria Lúcia Caselli, cronista n’A Federação

A Dra. Maria Lúcia foi cronista no jornal por trinta anos, o que enriqueceu enormemente o conteúdo do semanário. Além de uma observação carinhosa e atenta sobre Itu, sobre as letras em geral, o cotidiano e o patrimônio, ela publicou poemas inspirados. Hoje é uma leitora assídua, assinante e entusiasta d’A Federação.
Maria Lúcia Almeida de Marins e Dias Caselli nasceu em Assis (SP), filha de Euclydes de Marins e Dias e de Zenith de Almeida Dias. O pai e o avô foram colaboradores do jornal, como já vimos, o primeiro era cronista assíduo e muito aguardado, o segundo fez parte da diretoria da Associação São Paulo da Bom Imprensa, como tesoureiro.
Ela se mudou para Itu em 1938; cursou o Grupo Escolar “Dr. Cesário Motta” e o Ginasial, Colegial, Clássico e Normal no Instituto de Educação Regente Feijó, aluna sempre dada às letras. Formou-se em Direito pela USP e cursou Mestrado em Direito Tributário na PUC entre outras pós-graduações na área. Nesse período pertenceu à Academia de Letras da Faculdade de Direito de São Paulo, ocupando a Cadeira “Álvares de Azevedo” e escrevendo poemas e crônicas aplaudidos pelos colegas, matérias publicadas no jornal universitário. O seu maior incentivador e mestre foi o pai, que mantinha programa diário na Rádio Convenção de Itu, sob pseudônimo Humberto de Mattos, uma crônica da cidade intitulada “Boa noite para você, meu radiouvinte”. Ele é a grande inspiração de Maria Lúcia.
Ela atuou como consultora jurídica da Prefeitura de Itu, da Câmara de Vereadores, da Associação Comercial e Industrial de Itu e do Sindicato Rural de Itu. Foi professora no Instituto de Educação Regente Feijó e na Faculdade de Direito de Itu, da qual faz parte da entidade mantenedora.
Maria Lúcia foi a primeira vereadora eleita a tomar posse na Câmara de Itu (1956) na qual exerceu o cargo de Secretária. É membro atuante de diversas entidades culturais da cidade, a SACI, o Instituto Cultural de Itu, com destaque para a ACADIL.
Ela organizou o livro “Euclydes Marins, presença em prosa e verso”, o primeiro volume da série “Patronos da ACADIL”, versado sobre seu pai e patrono na entidade, e o livro “Boa noite para você, meu radiouvinte”, publicado neste ano pela ACADIL.
Em 03.05.1980, quando o jornal comemorava o jubileu de diamante, Maria Lúcia publicou “Um jornal familiar”, em que narra o envolvimento de seus antepassados com A Federação, mesmo tema que tratou em “Laços de família”, na edição de 03.05.1985.
No início da década de 1990, colaboração semanal, ela encaminhava matérias como “velhas mangueiras” (31.01.1993), “Meu pai” (20.02.1993), “Águas de março” (27.03.1993), “Minha tia, a tamareira” (03.04.1993) que, reunidas, merecem publicação em livro.
Maria Lúcia inspirou e abriu caminho para outros colaboradores, como a psicóloga Allie Marie Dias de Queiroz, que escreveu crônicas semanais no jornal, entre 2006 e 2008, com uma visão perspicaz sobre a literatura, o patrimônio e o cotidiano em Itu.
Luís Roberto de Francisco
Biblioteca Histórica
do Bom Jesus




