Diretor Nacional do Apostolado da Oração

Como vimos, o padre Taddei se tornou, em 1878, diretor diocesano do Apostolado da Oração para toda a diocese de São Paulo, promovendo verdadeira revolução nas paróquias. As igrejas matrizes se tornaram pequenas para abrigar quem vinha comungar às primeiras sextas-feiras e assistir às missas aos domingos.
Dada a grandeza do movimento, que tomava outras partes do país, o diretor mundial, Padre Henri Ramière, nomeou Taddei diretor nacional do Apostolado, cargo que ocupou entre 1883 e 1896, quando essa função deixou de existir.
Nesse tempo o padre Taddei fez contato com os bispos de diversas dioceses: Rio de Janeiro, Goiás, Mariana, Olinda, Maranhão e Ceará, pedindo a nomeação de diretores diocesanos e o desenvolvimento do Apostolado. Ele sugeria as diretrizes, para o dia-a-dia ou as celebrações solenes:“Festividade em honra do Sagrado Coração de Jesus, sem confissões, comunhões, atos de adoração e desagravo, não seria contada como própria do Apostolado. Em muitas paróquias as confissões e comunhões sobem a mais de duas mil, e muitas são de pessoas que há muito tempo andavam afastadas dos sacramentos. Quantas vezes, nestas festividades, tive a consolação de ver que se aproximavam da mesa eucarística muitos que acabavam de fazer abjuração de suas seitas. Estes e outros muitos milagres de conversão são frutos do Apostolado do Coração de Jesus.”
No relato acima ele revela o trabalho que desenvolveu com seus companheiros jesuítas para esclarecer às pessoas a diferença entre o Catolicismo e a Maçonaria. Pregava uma religião também sem participação de ritos de matrizes africanas ou indígenas. A pureza de uma religião cristocêntrica e eucarística era uma das grandes demandas do Apostolado da Oração.
Essas anotações, que Taddei fez em 1910, revelam que o resultado de sua direção nacional foi grande: em 1888 já eram 400.000 associados ao Apostolado em todo o Brasil, destes 3.280 zeladores (líderes) distribuídos em duzentos centros por todo o país. Isso naquele tempo em que não havia trens, automóveis, telefone, rádio ou televisão no Brasil.
Outra campanha importante, também de cunho nacional, foi a Consagração das Famílias ao Sagrado Coração de Jesus, interiorizando a devoção nos lares católicos. A figura de Cristo Rei passava a imperar nas salas brasileiras. As cerimônias eram visitas do missionário de casa em casa consagrando a residência a Cristo e ensinando as famílias a rezarem. Ele solenizava esses atos justamente para que o povo percebesse a grandeza do que estava implantando, muito além de um quadro na parede.
Quando deixou o cargo de diretor nacional, em 1896, continuou exercendo a função de espécie de secretário nacional em paralelo à direção diocesana de São Paulo, porque ele era o grande promotor do Apostolado.
O crescimento gigantesco gerou a necessidade de um meio de comunicação mais eficaz para fazer a devoção chegar a toda a parte e da melhor maneira. Veremos, no próximo número, como nasceu a Typographia do Apostolado.




