Um triunfo ao Sagrado Coração de Jesus
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O mês de junho já há décadas vem sendo marcado pela insistente e cada vez mais depravada campanha dos direitos GLS, sigla utilizada para definir gays, lésbicas e simpatizantes hoje de certa forma em desuso para dar lugar a outros acrônimos que melhor acomodem as diversas modalidades de vida que a perversão humana inventou e que o alfabeto todo já parece insuficiente para traduzir. Muito mais que buscar uma inclusão e aceitação de pessoas com tendências homossexuais na sociedade, mas dispostas a lutar contra o seu comportamento absolutamente contrário à Lei Natural e à Lei de Deus, o que se deseja mesmo é incutir nessa mesma sociedade a ideia disparatada de que cada pessoa pode e deve viver da forma como lhe aprouver, sem se preocupar com a Moral que é cada vez mais relativizada. E as consequências não poderiam ser outras senão a degradação das famílias, a perversão da infância e da juventude, o desprezo à ideia de pecado, uma insatisfação geral e uma confusão nas consciências, mesmo nas dos que militam a favor do assunto.

Junho de 2022 também foi marcado pelo ato de bravura da juíza Joana Ribeiro Zimmer e da promotora de justiça Mirela Dutra Alberton, da cidade catarinense de Tijucas, que tentaram convencer uma criança de 11 anos, vítima de estupro por outra criança de 13 anos, a não fazer o chamado “aborto legal”, numa gravidez de nada mais, nada menos de 22 semanas e dois dias! Diante do estardalhaço promovido pela mídia e pela militância pró aborto – aqueles mesmos que defendem a vacina para salvar vidas (sic) – o caso não terminou bem. A juíza e a promotora foram execradas, ridicularizadas em suas falas em audiência quando pediam que a até então única vítima no caso esperasse mais um pouco para que seu bebê – de quase sete meses (mesma idade que nasceram várias pessoas que conheço) – pudesse ser retirado com vida e entregue à adoção, e o Ministério Público Federal de Santa Catarina, “guardião intemerato” dos direitos humanos, conseguiu uma decisão diabólica para que o aborto fosse realizado e uma nova vítima surgisse, cruelmente assassinada quando já praticamente formada no ventre materno. O assassinato foi prontamente preferido ao apoio psicológico que se pretendia oferecer à mãe, para que pudesse transformar a violência sofrida no ato de amor de dar à luz uma nova vida. Exalando o cheiro de enxofre peculiar a seus atos, a imprensa brasileira, as ONGs abortistas e partidos de esquerda – a mesma que tenta voltar ao poder no Brasil no próximo ano – vibrou de alegria com o sangue do inocente indefeso derramado, enquanto a magistrada, por ter combatido o bom combate, é alvo de procedimento disciplinar.

Mas nem tudo foram espinhos para a humanidade nesse mês de junho tão triste para o maior país católico do mundo. Exatamente no dia 24, quando se celebrava a solenidade do Sagrado Coração de Jesus e neste ano, por coincidência, a de São João Batista, do qual não é maior nenhum dos nascidos de mulher (Mateus 11,11), numa decisão histórica, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou a decisão conhecida como “Roe contra Wade”, que desde 1973 garantia nacionalmente naquele país o direito ao aborto, de forma a devolver aos estados americanos o poder de definir se permitem, ou não, esse tipo de procedimento. Espera-se que pelo menos a metade dos estados daquele país proíbam a realização do assassinato de crianças no ventre materno, ao bel prazer ou conveniência de suas mães. “Nós sustentamos que a Roe e a Casey (decisão de 1992 que reafirmou o direito ao aborto nos EUA) devem ser anuladas. A Constituição não faz referência ao aborto, e tal direito não é implicitamente protegido por qualquer disposição constitucional”, escreveu Samuel Alito, juiz que redigiu o novo entendimento.

É claro que uma decisão como essa, emanada da mais alta corte judicial do país mais poderoso do mundo, causou furor não só entre a esquerda americana, mas também na militância globalista internacional comprometida com a agenda revolucionária, especialmente da Organização das Nações Unidas. Entidades que certamente não se darão por vencidas, pois “o diabo, vosso adversário, anda ao redor de vós como um leão que ruge, buscando a quem devorar” (I Pedro 5,8). Mas é uma vitória a ser celebrada, que por ironia do destino veio do maior país protestante do mundo…

A proibição do aborto em QUALQUER circunstância para nós, cristãos, é INEGOCIÁVEL! Para todo cristão de verdade não há falar em aborto legal, previsto no Código Penal ou inventado pelo Supremo Tribunal Federal. Não há falar em aborto para preservação da vida da mãe, muito menos em caso de deformidade física ou mental do feto. Não há falar em aborto como caso de saúde pública, como pretendem muitos governantes, nem como direito humano da mãe. E não há falar em aborto em caso de estupro, vez que um ato de violência não pode justificar outro, ainda mais envolvendo uma VIDA inocente e indefesa. NÃO, NÃO e NÃO! Porque “antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado, e te havia designado profeta das nações” (Jeremias 1,5).