5º Domingo do Tempo Comum
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Diác. Francisco Martins
Paróquia São Cristóvão

“Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha…”

Evangelho (Mt 5,13-16)

A Palavra de Deus deste 5º Domingo do Tempo Comum nos convida a refletir sobre o compromisso cristão.

O texto que nos é proposto reúne duas parábolas a do sal e a da luz destinadas a pôr em relevo o papel do novo povo de Deus no mundo e a definir a missão daqueles que aceitam viver no espírito das (bem-aventuranças).

Continuamos a ouvir o sermão da montanha, e hoje Jesus utiliza duas imagens para que nós compreendamos para o que fomos chamados. Quando Cristo afirma que somos o sal da terra, ele está nos dizendo que nós é que qualificamos o que está ao nosso redor, exatamente como ele fez no solo duro de israel. Foi Cristo que colocou novo paladar na vida de cada um de nós, e quando ele diz que nós somos o sal da terra está dizendo também que somos chamados a ser como ele; é a nossa identidade cristã.

Aquele que é discípulo de Jesus se torna sal da terra e luz do mundo. Como é importante termos sabor, gosto e sentido para a nossa vida, ou seja, conferirmos um significado àquilo que somos realizamos.

Devemos primeiro deixar que o Evangelho confira sabor e sentido à nossa vida; e, onde quer que estejamos, levemos o sabor do Evangelho às pessoas.

Logo após vem o complemento; somos a luz do mundo. Ser luz significa que temos relevância para a obra que nos é dada; agindo como Jesus, levaremos a luz da verdade para quem dela necessita.

Contudo isso, não quer dizer que somos o centro das atenções e tão pouco que que devemos querer ser; se nos deixamos levar por essa vã concepção de importância aos olhos do mundo, perdemos a identidade de cristãos. E essa passagem do Evangelho segundo Mateus é tão importante porque nos montra justamente que ação e testemunho devem caminhar unidos para a obra de evangelização!

Claro que agir como Cristo é sempre o mais importante e deve vir primeiro; é pelo testemunho de vida que nós mostramos que estamos unidos ao Mestre. Mas também é necessário falar de Cristo e levar seu nome em nossas bocas!

As boas obras acontecem quando, a partir do que falamos e fazemos, sobressai o coração misericordioso do Deus.

A Palavra de nosso Senhor se mantém viva pela liturgia, catequese, meios sociais, pela pregação viva. Mas, sobretudo, a Igreja testemunha sua fé dia a dia, para permanecer atuante. E quem é a Igreja, senão cada um de nós?

Sejamos como Nosso Senhor: Sal e Luz!

Caminhemos na estrada de Jesus.