Criançada na missa
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por Pe. Sala

Se a criança é a alegria da casa, também dever ser a da comunidade. Sim, lugar de criança também é na Igreja. Esta deveria ser considerada o seu “segundo lar” e a escola o terceiro. Pois na Igreja se educa para a Fé que redime e salva, embora a educação escolar tenha também seja muito importante para a vida.
Há que se ponderar que nossas crianças ainda não têm como compreender tudo o que celebramos, principalmente na Santa Missa. Com o passar do tempo, com a chegada da “idade do juízo”, vão ficando mais claros para elas os momentos da celebração eucarística e o modo correto de participar de todos eles.
É importante acolher as crianças, desde bebês e por mais pequeninas que sejam, no ambiente sagrado. É obrigatório ter paciência com seus choros, manhas e até mesmo quando estão aprendendo a balbuciar as primeiras sílabas. Nenhuma comunidade deveria se incomodar com os pequenos. Porém, é certo também que os pais ou responsáveis têm o dever de procurar os meios convenientes para que a assembléia não seja prejudicada numa participação atenciosa e tranqüila dos sagrados mistérios.
Se a criança é ainda muito pequena, há a opção de sentar-se mais próximo da porta da igreja, com o intuito de poder se levantar e distraí-la um pouco. Se a criança já é um pouco maior, é melhor ir conscientizando-a de que a igreja é um local de oração e silêncio, de se prestar atenção no altar, de rezar junto com as outras pessoas, etc.
Não à toa, existe a possibilidade de celebrar a Missa com uma atenção maior aos pequenos. No Missal, há três opções de Orações Eucarísticas para celebrações com a criançada. Ambas têm palavras belas e ternas, que até comovem os corações dos adultos. Há cânticos e orações dos fiéis apropriados, para que as crianças vão aprendendo a gostar da Missa. Infelizmente, esse tipo de celebração voltada aos pequenos nem sempre é priorizada.
É importante frisar que a Missa não pode ser descaracterizada somente pelo nobre motivo de atrair a criançada. Missa é Missa, não baguncinha santa. Certas coisas, como sentar junto às crianças no chão para fazer a homilia, ou convidá-las ao altar para rezarem o Pai Nosso de mãos dadas junto com o celebrante, embora não previstas na Liturgia, também não matam e nem ofendem ninguém.
Há que se ter alguma sensibilidade litúrgica, a depender do perfil de cada comunidade. Oxalá houvesse a possibilidade de celebrar missas simultâneas, em ambientes distintos, uma para as crianças e outra para os adultos! Porém, trata-se de um luxo quase impossível em meio à realidade atual da Igreja.
O mais importante é pensar nas crianças, fazer que elas entendam ser a Missa coisa séria, celebrada com alegria e pureza. Se o ser humano é feito de hábitos, nada melhor que ensinar os pequenos a amarem a Santa Missa desde cedo. Dá um certo trabalho, claro. Mas este é o nosso dever de Fé em relação às novas gerações.

Amém.