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Diác. João Preto
Par. São Camilo de Léllis

“Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”

Evangelho (Jo 20,19-31)

Neste domingo, recordando a confissão de Tomé, celebramos a manifestação do Senhor ressuscitado na comunidade dos discípulos, mas fechados e dominados pela incredulidade, pela tristeza e pelo medo.

Hoje, como naquele domingo, Ele se manifesta vivo na comunidade reunida, nos convida a tocá-lo, ajuda-nos a vencer nossos medos, fortalece a nossa fé ainda tão frágil, soprando sobre nós o seu Espírito, para sermos no mundo testemunhas corajosas da ressurreição.

Uma novidade inesperada paira no ar: Jesus ressuscitou.

Esta nova experiência caiu sobre aqueles doze homens e aquelas poucas mulheres como um raio inesperado. Quando tudo parecia perdido na inevitável fatalidade da morte, eis que uma fonte eterna de vida se derrama sobre o carpinteiro que tinha fama de profeta, revelando que Ele é a mesma fonte de vida. Todos ficam perplexos; uma alegria incontida toma posse de todos.

A primeira saudação de Jesus é de paz. A paz que harmoniza todas as nossas inquietações, que faz acalmar as torrentes e as tempestades mais violentas de nossa vida; paz capaz de indicar uma direção certa.

Tomé não estava presente.

Sua inquietação se torna ainda mais aguda com a nova situação de paz que ele encontra em seus amigos. É preciso mais que palavras, é preciso um encontro, uma certeza palpável. E que encontro estupendo foi o de Tomé! Agora, para ele, não existia mais a questão do “será mesmo?”. Sua fé foi confirmada com o “é realmente porque experimentei”.

Tantas vezes em nossa vida estamos na mesma situação de Tomé: a dúvida e a incerteza nos invadem e precisamos de certezas. Tomé ousou pedir para se encontrar com a própria fonte da vida: e a vida se mostrou transparente para ele.

O Senhor nos dê a graça de podermos nos encontrar com Ele onde, como e conforme Ele mesmo queira.