Venha, 2022
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por Bernardo
Campos

Apenas se abre o mês e num relance desponta a segunda semana. Sim, é exatamente isso que se quer dizer, a incrível velocidade do tempo.
Pura impressão, mas não se a desmente.
Logo ali, o Natal.
Estabeleceu-se a recomendação de se evitar agrupamentos, em virtude dessa invasão meteórica da pandemia, de extensão territorial por assim se dizer, por toda face da terra.
Agora em parte controlada com a vacinação, mesmo assim surgem notícias de recrudescimento aqui e ali.
Todo esse breve introito para comentar de como muitos recolhidos em suas casas e talvez pela confiança na vacina, ensaiam uma espécie de retomada da vida normal.
As indefectíveis máscaras, consta, serão dispensáveis em locais abertos a partir de janeiro.
E, mesmo assim, pululam mil outras considerações e pareceres sobre essa temível investida.
Com toda essa precaução, dores e saudades de tantas perdas, famílias quase desfeitas, curiosamente se evidencia uma velocidade surpreendente no passar dos dias, semanas e meses.
No caso das pessoas cuja sensibilidade seja mais propensa ao contágio, em especial então os idosos, ao ficar reclusos com ocupações mínimas, para eles o tempo praticamente voou. Sequer se percebia, mas era segunda feira de novo.
E o que não dizer de também considerável parcela com o passar do tempo, desatenta ao correr das horas, não poucas vezes a indagar de si para consigo, – que dia será hoje?
Dano incomensurável com a suspensão do ensino, que de si e de há muito não se leva a sério, na proporção de suas carências. A volta às aulas se opera, ainda muito parcialmente e dividida, compreensível essa prudência por parte dos pais.
Em suma, sim.
Venha, 2022.
Desde que nos ajude a esquecer seu antecedente e, de forma objetiva, nos proporcione dias melhores.

De saúde e paz.
E que Deus nos ouça.