25º Domingo do Tempo Comum
Diác. Bartolomeu de Almeida Lopes
Paróquia São Judas Tadeu
“Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.
Evangelho (Mt 20,1-16a)
Irmãos e irmãs, a Palavra de Deus nos convida hoje a rever nossa maneira de viver e a orientar novamente nossos passos para o Senhor. Converter-se significa abandonar os caminhos da injustiça e retornar para Deus, que acolhe com misericórdia todo filho que reconhece seus erros e deseja recomeçar.
Quando voltamos para o Pai com o coração arrependido, encontramos seus braços abertos. Deus não recebe o pecador com acusações, mas com amor, perdão e alegria. Da mesma forma, a comunidade cristã deve saber acolher aqueles que se aproxima, retornam à Igreja ou iniciam agora sua caminhada de fé.
No Evangelho deste domingo, Jesus apresenta a parábola do proprietário que saiu em diferentes momentos do dia para contratar trabalhadores para sua vinha. Chamou alguns logo pela manhã; outros, por volta das nove horas, ao meio-dia, às três da tarde e, finalmente, às cinco horas.
Ao terminar o dia, o proprietário mandou pagar os trabalhadores, começando pelos últimos. Todos receberam a mesma quantia: uma moeda de prata. Os primeiros, que haviam trabalhado durante todo o dia, imaginaram que receberiam mais. Quando perceberam que o pagamento seria igual, começaram a reclamar. O dono da vinha, porém, recordou que não estava sendo injusto, pois havia cumprido exatamente o que combinara com eles.
A parábola nos ensina que a bondade de Deus não pode ser medida pelos critérios humanos. O Senhor não distribui sua graça como se estivesse pagando salários conforme o tempo de serviço. Seu amor é gratuito, generoso e oferecido a todos.
Também nas nossas comunidades pode surgir a tentação de pensar que aqueles que chegaram primeiro possuem mais direitos do que os que chegaram depois. Podemos acreditar que nossa participação, nossos serviços ou nossos anos de caminhada nos tornam merecedores de privilégios. Jesus, porém, mostra que o Reino de Deus não é construído pela competição, mas pela comunhão.
Quem chegou agora à comunidade também é chamado, amado e acolhido por Deus. Em vez de sentirmos ciúme da graça recebida pelo irmão, somos convidados a nos alegrar porque mais uma pessoa encontrou lugar na vinha do Senhor.
Hoje, nós somos os trabalhadores chamados por Deus. Alguns chegaram cedo; outros, mais tarde. O importante é responder ao chamado e trabalhar com amor. Que o Senhor nos conceda um coração agradecido, livre da comparação e capaz de acolher cada irmão como companheiro de missão.
Amém.


