Ir para o conteúdo
Destaques
Carta Aberta da Fraternidade São Luís de Tolosa – Ordem Franciscana Secular (OFS)
Procissão motorizada de São Cristóvão reúne motoristas e fiéis neste domingo em Itu
Paróquias de Itu recebem visita da Capela Diocesana da Mãe Rainha de Schoenstatt
Paróquias de Itu celebram o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos com missas e programação especial
  • Facebook
  • Instagram
Jornal A Federação
  • Igreja
    • A Voz de Leão XIV
    • A Voz de Francisco
    • A Palavra do Pastor
    • A Igreja nos ensina
    • A Igreja no mundo
    • A Igreja no Brasil
    • Nas Paróquias
    • Horário de Missas
    • Programe-se
    • Reflexão do Evangelho
    • Refletindo
    • Última Palavra
  • Cotidiano
    • Colunistas
    • Obituário
    • Puxando papo
    • Caricaturas
    • Nossa História
      • Memorias da Federação
      • Venerável Madre Maria Teodora Voiron
      • Refletindo sobre a Venerável Maria Teodora Voiron
      • Padre Bartolomeu Taddei S.J.
      • Missão Romana dos Jesuítas em Itu
      • Nossa Jornada
      • Tristão Mariano da Costa, 180 anos
  • Edição impressa
    • Última Edição
    • Edições anteriores
  • Especiais
    • Especial Venerável Maria Teodora Voiron
    • Especial Semana Santa 2022
    • Caderno Especial Itu: 412 anos de devoção à “Senhora das Luzes”
    • Especial Natal e Música
    • Especial 150 anos do Apostolado da Oração no Brasil
    • Especial Igreja e a Cerveja: santa união
    • Especial Festa de Santa Rita de Cássia
  • Quem somos
  • Ajude
  • Fale conosco
  • Página inicial
  • Blog
  • 2026
  • julho
  • 25
  • Igreja
  • Na Diocese e nas Paróquias
  • Nas Paróquias
  • Carta Aberta da Fraternidade São Luís de Tolosa – Ordem Franciscana Secular (OFS)

Carta Aberta da Fraternidade São Luís de Tolosa – Ordem Franciscana Secular (OFS)

Carta Aberta da Fraternidade São Luís de Tolosa – Ordem Franciscana Secular (OFS)
25 de julho de 2026
Compartilhe

ONDE HÁ DESESPERO, QUE EU LEVE A ESPERANÇA

“Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz. Onde houver desespero, que eu leve a esperança.” São Francisco de Assis

À população ituana, às autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, ao Ministério Público, às instituições públicas, às entidades assistenciais, às comunidades religiosas, às universidades, aos profissionais da assistência social e da saúde, às organizações da sociedade civil e a todas as pessoas de boa vontade.
Paz e Bem!
Há momentos na história de uma cidade em que o silêncio deixa de ser prudência e passa a ser omissão.
Há acontecimentos que não podem ser absorvidos pela rotina, arquivados nas páginas de um jornal ou esquecidos pela passagem dos dias. Existem fatos que atravessam nossa consciência e nos obrigam a perguntar quem somos, que sociedade estamos construindo e qual lugar reservamos aos mais vulneráveis entre nós.
Na madrugada do último 15 de julho de 2026, considerada a noite mais fria deste ano em Itu, um homem em situação de rua foi encontrado sem vida aos pés do Cruzeiro da Praça Dom Pedro I.
Talvez muitos não conhecessem seu nome.
Talvez poucos soubessem sua história.
Mas Deus o conhecia.
E isso basta para recordar que sua vida possuía uma dignidade infinita.
Sua morte não pode ser apenas uma notícia.
Não pode ser mais um número.
Não pode tornar-se parte da paisagem urbana.
Quando um ser humano morre abandonado em nossas ruas, não é somente uma pessoa que parte desta vida. Morre também um pouco da nossa capacidade de compaixão, enfraquece-se o tecido da fraternidade e somos todos interpelados em nossa responsabilidade pelo bem comum.
A Palavra de Deus continua ecoando com a mesma força dos primeiros tempos da humanidade:
“Onde está o teu irmão?” (Gn 4,9).
Esta pergunta atravessa os séculos e chega até nossa cidade.
Ela não procura culpados.
Procura consciências.
Procura corações capazes de reconhecer que nenhuma vida humana pode ser considerada descartável.
A Doutrina Social da Igreja ensina que toda pessoa humana é criada à imagem e semelhança de Deus e, por isso, possui uma dignidade inviolável, independentemente de sua condição econômica, social ou de saúde. Nenhuma situação de pobreza, dependência, sofrimento psíquico ou abandono retira de alguém seu valor diante de Deus e da sociedade.
O Papa Bento XVI recorda, na encíclica Caritas in Veritate, que “a caridade é a via mestra da doutrina social da Igreja”. Essa afirmação nos recorda que a caridade cristã não se limita ao gesto generoso de aliviar necessidades imediatas; ela exige compromisso permanente com a justiça, com a verdade e com a construção de estruturas sociais capazes de promover a vida e a dignidade de todos.
O Papa Francisco, em Fratelli Tutti, denuncia a cultura do descarte que torna invisíveis justamente aqueles que mais necessitam de cuidado. Ele nos convida a construir uma verdadeira cultura do encontro, na qual ninguém seja considerado um problema a ser removido, mas um irmão a ser acolhido.
Também o Papa Leão XIV tem insistido que o verdadeiro progresso de uma sociedade será sempre medido pela forma como ela protege a dignidade humana, especialmente daqueles que vivem nas periferias existenciais, onde o sofrimento, a pobreza e a solidão parecem sufocar a esperança.
É à luz desse ensinamento que desejamos dirigir esta palavra.
Não escrevemos movidos pela revolta.
Escrevemos movidos pela esperança.
Não desejamos levantar acusações.
Desejamos despertar corresponsabilidades.
Não buscamos dividir.
Queremos reunir.
Porque acreditamos que somente uma cidade que caminha unida poderá oferecer respostas verdadeiras aos seus filhos mais vulneráveis.
Como franciscanos seculares, aprendemos com São Francisco de Assis que o pobre nunca é um problema; ele é um irmão. Encontrar Cristo nos pequenos, nos esquecidos e nos marginalizados é uma exigência do Evangelho. A espiritualidade franciscana nos ensina que a paz nasce da fraternidade, e a fraternidade somente existe quando somos capazes de enxergar no outro alguém digno de amor, cuidado e respeito.
Por isso, compreendemos que a caridade, a solidariedade e a sinodalidade não são apenas belas palavras.
A caridade nos impulsiona a cuidar.
A solidariedade nos faz assumir, juntos, a responsabilidade pelo sofrimento do outro.
E a sinodalidade nos ensina que ninguém enfrentará sozinho desafios tão complexos. Igreja, poder público, Ministério Público, universidades, entidades assistenciais, iniciativa privada, movimentos sociais e toda a sociedade são chamados a caminhar lado a lado na busca de soluções concretas.
Reconhecemos e agradecemos o trabalho silencioso de tantas pessoas que diariamente dedicam sua vida ao atendimento da população em situação de rua. Sabemos dos esforços realizados pelas equipes da assistência social, da saúde, pelas forças de segurança, pelas comunidades religiosas, pelas entidades beneficentes e pelos inúmeros voluntários que oferecem alimento, acolhida, escuta e esperança.
Contudo, diante da morte de um irmão, somos obrigados a reconhecer, com humildade, que ainda não fizemos o suficiente.
Enquanto houver alguém dormindo nas calçadas em noites de intenso frio, nossa consciência cristã continuará inquieta.
Enquanto uma única pessoa morrer abandonada nas ruas, a missão de todos nós permanecerá incompleta.
Por isso, a Fraternidade São Luís de Tolosa propõe à sociedade ituana a realização de um Fórum Social sobre a realidade das pessoas em situação de rua, reunindo representantes dos poderes públicos, do Ministério Público, das universidades, das entidades assistenciais, das comunidades religiosas, das forças de segurança, dos profissionais da saúde, da assistência social e da sociedade civil organizada.
Não para discutir ideologias.
Mas para proteger vidas.
Não para encontrar culpados.
Mas para construir soluções.
Não para produzir discursos.
Mas para promover compromissos.
Desejamos que este Fórum seja um espaço de escuta mútua, discernimento, cooperação e elaboração de propostas concretas capazes de fortalecer políticas públicas, ampliar redes de acolhimento e favorecer iniciativas permanentes de proteção às pessoas em situação de vulnerabilidade.
Que esta morte não seja apenas lembrada.
Que nos transforme.
Que desperte em nossa cidade uma nova cultura de cuidado.
Que nos faça compreender que uma sociedade não se mede pela altura de seus edifícios, nem pelo vigor de sua economia, mas pela forma como trata aqueles que nada possuem além da própria dignidade.
Rezamos por este irmão que partiu.
Rezamos pelos que continuam vivendo nas ruas.
Rezamos por nossas autoridades.
Rezamos por todos aqueles que diariamente trabalham pela promoção da vida.
E rezamos para que Deus jamais permita que nosso coração se acostume com aquilo que fere o Evangelho.
Que São Francisco de Assis nos ensine a ser instrumentos de paz.
Que a esperança seja sempre maior do que o abandono.
Que a fraternidade seja sempre mais forte do que a indiferença.
E que, onde houver desespero, todos nós sejamos capazes de levar esperança.

Paz e Bem!
Fraternidade
São Luís de Tolosa
Ordem Franciscana Secular – OFS
Eduardo Marcelo de Mattos
Ministro
Itu (SP), julho de 2026

Veja mais
  • Ordem Franciscana Secular celebra 331 anos em Itu
    P4_FL_03_PNSC_Franciscanos
  • Fraternidade São Luís de Tolosa fortalece vivência…
    orde_são_francisco_02
  • Fraternidade São Luís de Tolosa elege novo Conselho…
    fraternidade_são_francisco
  • Exposição “Nas Asas da Imaginação” segue aberta e…
    13

Navegação de Post

Procissão motorizada de São Cristóvão reúne motoristas e fiéis neste domingo em Itu
Programe-se 24/07/2026

Jornal A Federação

Um jornal católico a serviço da comunidade

Rua dos Andradas, n.º 333

Centro – Itu/SP

(11) 4023-1198

 

(11)  9 3318-4475

 

afederacao@gmail.com

Redes Sociais

  • Facebook
  • Instagram

@Jornal A Federação

  • Terms of Use
  • Privacy Policy
  • Advertisement Policy