A Semana Santa

Estava pensando nos filmes com histórias de fundo religioso, muitos baseados em passagens da Bíblia, que a família toda ia assistir. Vocês se lembram de: Os Dez Mandamentos, Ben Hur, Quo Vadis, O Manto Sagrado e tantos outros?
De modo especial marcou-me muito o filme Ben Hur. Ele era homem rico, uma figura de destaque na sociedade judaica da época. Pelos revezes da vida viu-se condenado a assumir a função de remador numa galera romana.
Resumindo, muitos anos depois, libertado e de volta para sua casa, estava numa rua, quando passa um cortejo com um homem carregando uma cruz, enquanto os soldados romanos o chicoteiam; um outro homem ao seu lado, começa contar a história daquele homem e da salvação prometida por ele.
Ben Hur exclama: “uma história tão comovente, para terminar assim?” “Terminar não responde o homem, está apenas começando!” Que maravilha!
Na Semana Santa que ocorreu neste mês, eu pensei que, com o mesmo saudosismo da maioria dos idosos, esperava que a TV apresentaria alguns desses filmes. Eu não vi, talvez tenham sido exibidos no meio da madrugada, mas a programação continuou a mesma de sempre, como se não estivéssemos em época importante.
Pelo menos, eu também não vi se o filme “O Código da Vinci” foi exibido; não me surpreenderia se alguém dissesse que foi exibido sim. Quero deixar bem claro que assisti essefilme como também li o livro, que considero uma extraordinária obra de ficção e, como tal empolgante, mas que não alterou em nada a minha fé e que sua história não tem o poder de passar como verdadeira para pessoas que, como nós, tenhamos o mínimo conhecimento da história da nossa igreja, criada por Jesus Cristo, que disse a Pedro (ou Céfas): Tu és Pedro e sobre essa pedra eu construirei a minha igreja!
Vamos esclarecer: A Dinastia Merovíngia da qual o filme trata, foi a primeira linhagem de reis francos da região Gália (atual França) em meados do século V. Aqueles que quiserem
pesquisar um pouco mais o assunto, encontrarão: teorias da conspiração (como em O Código Da Vinci) sugerem falsamente uma descendência de Jesus Cristo, sem base histórica.
Podemos pensar também: a distância de Jerusalém (Israel) e Paris (França) é de 4600 quilômetros com tempo de viagem atualmente, com os modernos aviões, de 7 a 8 horas. Como Sara (a “descendente de Jesus”) conseguiu “fugir” para tão longe?
Numa certa ocasião, aproximando-me do grupo de colegas de trabalho, no horário do café, uma delas disse: “Ih, Sr. Nilo, estamos falando de um assunto que certamente vai desagradá-lo” e mencionou o tal filme. Eu respondi que tinha assistido o filme e também “consumido” o livro, “ambas extraordinárias obras de ficção”, sem esquecer de mencionar a minha opinião, conforme já relatei num parágrafo acima.
Se não vimos os filmes esperados, pudemos ver nossas paróquias lotadas durante as celebrações, como também ocorreu na Catedral da Sé em São Paulo e a Via Sacra no Coliseu em Roma, que provocou um comentário de um amigo: “na Via Sacra de Roma, havia mais gente do que no tempo dos gladiadores!”
Graças a Deus!




