Dom Arnaldo preside Missa dos Santos Óleos e destaca unidade e missão da Igreja diocesana

No dia 1º de abril, a Catedral Nossa Senhora do Desterro, em Jundiaí, acolheu a celebração da Missa do Crisma, também conhecida como Missa dos Santos Óleos, presidida pelo bispo diocesano, Dom Arnaldo Carvalheiro Neto. A celebração reuniu o bispo emérito, Dom Vicente Costa, presbíteros, diáconos permanentes, religiosos(as), seminaristas e fiéis de diversas paróquias, evidenciando a unidade da Igreja particular em torno de seu pastor.
Ao conduzir a celebração, Dom Arnaldo ressaltou o caráter de comunhão e serviço do ministério sacerdotal, exercido em favor do povo de Deus. “Celebrar a Missa Crismal é sempre um momento de profunda graça para todos nós”, afirmou.
Durante o rito de renovação das promessas sacerdotais, os presbíteros reafirmaram seu compromisso com a fidelidade ao ministério, à vivência da Eucaristia e ao anúncio do Evangelho, renovando as promessas feitas no dia da ordenação. A assembleia, por sua vez, elevou preces pelos sacerdotes e pelo bispo, fortalecendo o espírito de corresponsabilidade na missão da Igreja.
Um dos momentos centrais da celebração foi a bênção dos santos óleos: o óleo dos enfermos, o óleo dos catecúmenos e o santo Crisma. Os óleos foram apresentados como sinais da graça de Deus, que fortalece, liberta e consagra, acompanhando os fiéis nas diversas etapas da vida cristã, da iniciação aos momentos de enfermidade.
Na consagração do Crisma, Dom Arnaldo invocou o Espírito Santo, realizando o tradicional gesto do sopro sobre o óleo, unido à oração solene, sinalizando a ação do Espírito que transforma os corações e envia os fiéis à missão.
“Ungidos para amar”: missão e identidade do povo de Deus
Em sua homilia, o bispo destacou a Missa do Crisma como um momento de unidade, renovação e redescoberta da identidade do povo de Deus. Inspirados em Cristo, o Ungido do Pai, os fiéis são chamados a viver sua vocação missionária, cuidando, curando, libertando e servindo.
Dom Arnaldo ressaltou ainda que a unção dos santos óleos expressa a ação do Espírito Santo nos sacramentos, fortalecendo, curando e consagrando. Segundo ele, essa unção não é privilégio, mas compromisso: viver a missão de Cristo como sacerdotes, profetas e reis, por meio do anúncio do Evangelho e do serviço, especialmente aos mais necessitados.
O bispo também enfatizou que a eficácia da unção depende da abertura interior e da conversão do coração. “Uma Igreja verdadeiramente ungida é aquela que vive no Espírito, em comunhão, superando divisões e tornando-se sinal vivo da Boa Nova”, afirmou.
Ao tratar da evangelização, destacou que o anúncio do Evangelho deve acontecer como encontro, e não como imposição. Inspirado em São Francisco de Assis, sublinhou a importância do diálogo, do respeito e da acolhida, reconhecendo no outro a presença de Deus.
Dirigindo-se aos sacerdotes, recordou que a unção recebida nas mãos é um chamado ao serviço: abençoar, acolher, cuidar e estar próximo do povo. Ressaltou ainda que o ministério sacerdotal encontra sua fecundidade na comunhão com o presbitério e na vida concreta das comunidades.
Ao final da celebração, os santos óleos foram distribuídos aos párocos e administradores paroquiais, que os utilizarão ao longo do ano nas celebrações sacramentais. A Missa do Crisma reafirmou, assim, a comunhão entre o clero e o povo de Deus, evidenciando o dinamismo missionário da Igreja diocesana.




