As Bem Aventuranças

Certa ocasião em que estive num evento na Diocese de Jundiaí, o apresentador iniciou os trabalhos lendo o Evangelho de Mateus 5,1-12. Não vou escreve-lo aqui pois ocuparia bom espaço, mas sugiro que o leiam para acompanhar esta mensagem ou, melhor ainda, que o leiam sempre.
Fico imaginando que talvez grande parte das pessoas preferissem que Jesus Cristo a tivesse pregado desta maneira:
Bem-aventurados os que possuem espírito altivo, porque deles é o Reino da Terra.
Bem-aventurados os que provocam aflições porque serão aplaudidos.
Bem-aventurados os violentos, porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que desprezam a justiça, porque serão respeitados.
Bem-aventurados os que não respeitam o sofrimento alheio, porque alcançarão a riqueza material.
Bem-aventurados os que agem sem se preocupar com suas almas ou seus corações, porque verão a satisfação dos seus superiores.
Bem-aventurados os que promovem a guerra, porque serão chamados de heróis.
Bem-aventurados os que perseguem o seu próximo em nome da justiça, porque alcançarão o respeito dos seus pares.
Bem-aventurados sois vós, quando injuriarem perseguirem os mais humildes, e mentindo, disserem todo tipo de mal contra eles.
Alegrai-vos e exultai, porque será grande a sua recompensa oriunda dos corruptos, desonestos e de toda classe dos que se banqueteiam graças à desgraça alheia.
Talvez alguns dirão que a comparação acima é exagerada, que a maioria não se enquadra nesse texto, que a maioria são pessoas de boa índole (é verdade, mas não agem como tal), que, a minoria sim, é de má índole (é verdade, porém age, e como age!). Dirão ainda que já percorremos uma quarta parte do século XXI, que alcançamos extraordinário nível tecnológico em todas as atividades humanas, seja na indústria, na agricultura e nas salas de cirurgia dos hospitais, aonde os trabalhos são executados por robôs, sem possibilidade de erro. Fantástico!
Mas lembremo-nos que sempre existe o “outro lado da moeda”! A cada novo robô em atividade, quantos(as) trabalhadores(as) desempregados(as)? A saída é preparar os trabalhadores para os novos tempos! Fácil não? Como conseguir isso se as estatísticas demonstram que 15% a 20% dos brasileiros adultos não sabem ler? Consideremos também o que dizia o renomado escritor português José Saramago: “a maioria das pessoas atualmente sabem ler, porém, não entendem o que leem!”
O que fazer? Alguns vão aos estádios pagando bem pelo ingresso, para ver seus “ídolos” jogarem futebol! Outros preferem não pagar ingresso e vão à Praia de Copacabana para também assistir os seus “ídolos” como Madonna ou Lady Gaga, que recebem tantos milhões quanto os jogadores de futebol!
Neste caso, para conseguir lugar, têm que chegar, no mínimo 24 horas antes do “espetáculo” (este, normalmente desrespeitoso às coisas que consideramos sagradas), sem preocupação com sua alimentação, sono e nem mesmo com suas necessidades fisiológicas. Haja idolatria!
Por falar em amor, ainda nos resta uma esperança: a busca do amor pregado por Jesus Cristo à Sua Igreja, durante toda sua vida terrena e que resiste há séculos às perseguições, guerras, ódio, difamação tão bem explicados no Sermão da Montanha, há mais de 2000 anos. “Quem tem ouvidos para ouvir que ouça”.