Perguntar não ofende!… Será?

por Altair José Estrada Junior
No dia 14 de agosto de 2021, Arlene Ferrari levou o filho Bruno Graf, advogado de 28 anos, a um hospital na cidade de Blumenau, Santa Catarina, acometido por uma forte dor de cabeça. Como um exame de sangue constatou PCR alto e plaquetas baixas, e o Covid-19 foi descartado, Bruno foi imediatamente internado, sob suspeita de dengue. Porém, antes mesmo do resultado do exame da dengue sair, Bruno teve um AVC hemorrágico irreversível, sendo desenganado pelos médicos e vindo a falecer dois dias depois.
Naqueles dias entre o AVC e a morte de Bruno, Arlene e a família dividiram-se entre o choque, a tristeza e o questionamento do que teria ocasionado a morte do filho alegre, saudável e cheio de entusiasmo e projetos de vida. Foi então que Arlene teve o estalo de perguntar aos médicos se a situação do filho teria algo a ver com a vacina que ele havia tomado a exatos 10 dias, escutando deles que “não podemos descartar”. Afinal, já seria o terceiro caso de morte por reação ao imunizante que eles presenciavam.
Diante da suspeita, a equipe médica do hospital, recomendou à família a realização de um exame de sangue que à época custava R$ 3.875,00 e que não contava com cobertura de nenhum tipo de convênio: o Anti-heparina PF4 autoimune, pelo método Enzimaimunoensaio, para verificar se o AVC e a subsequente morte de Bruno guardavam alguma relação com a vacina tomada. O resultado? Positivo! Bruno Graf sofreu o acidente vascular cerebral e foi a óbito devido a uma reação ocasionada pela vacina contra o Covid-19. Ele havia tomado a anglo-sueca AstraZeneca…
Inconformada, num misto de tristeza, revolta e preocupação, Arlene Ferrari passou a divulgar o ocorrido por todos os meios de que dispunha, na tentativa de alertar as pessoas sobre o que tinha passado, quando então começou a ser procurada por uma infinidade de gente do Brasil todo, inclusive médicos, e parentes de vítimas que desejavam conhecer os pormenores do caso. De posse do prontuário médico do filho, Arlene relatava e mostrava com riqueza de dados o caso, quando outros casos começaram a vir à tona, de pessoas que também haviam sofrido efeitos colaterais graves e até de óbitos por causa da vacina, como foram os casos de Cícera Alves, de Araguatins/TO, amputada após uma trombose venosa ocasionada pela vacina Pfizer, da adolescente de 16 anos Isabelle Valentim, de São Bernardo do Campo/SP, que morreu logo após receber uma dose também da Pfizer, e vários outros casos. “Também queria que se indagassem sobre a necessidade de inoculação por algo que tirou a vida do meu filho”, dizia.
No entanto, ao mesmo tempo que iniciava essa maratona de conscientização, Arlene Ferrari começava a sofrer um verdadeiro e monstruoso “cancelamento” – termo da moda – na maioria dos meios de comunicação e redes sociais. Começou com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, que retirou do ar o link de acesso ao documento público que citava o óbito de Bruno em decorrência da AstraZeneca. Sem receber o apoio do laboratório, como de nenhum outro, Arlene obteve recusa do Ministério Público de Santa Catarina a sequer abrir investigação sobre o caso. Também não foi procurada por nenhum grande meio de comunicação da chamada “grande imprensa”. Nas redes sociais, foi largamente hostilizada, agredida e censurada pelo Facebook, bloqueada pelo Twitter e, no Instagram não era possível marcar seu perfil. Hoje, ao conceder uma entrevista, Arlene, beirando ao ridículo, tem a cautela de se referir ao imunizante como “picada” ou “aquilo que se toma no braço”, ao invés de “vacina”, para não ser pega pelas inteligências artificiais das big techs. Chegaram ao extremo de acusá-la de falsificação da certidão de óbito do filho!
A história vivida por Arlene Ferrari – trágica em todos os sentidos – serve bem para exemplificar o momento escuro que vivemos. Com o beneplácito do Supremo Tribunal Federal, que deveria ser o guardião-mor das liberdades individuais no país, qualquer um que questione ou defenda pontos de vista diversos dos apregoados pelo globalismo mundial, é igualmente censurado e hostilizado. Sequer perguntas podem ser feitas!
Por que as pessoas são obrigadas – ou fortemente induzidas – a tomar uma vacina cuja eficácia e efeitos colaterais ainda não são totalmente conhecidos em adultos? Por que a vacinação de crianças, em que a gravidade ou mesmo incidência da doença são absolutamente insignificantes? E qual o interesse de um Bill Gates na vacinação dessas crianças? Humanitário, apenas? Por que não se pode dizer que as vacinas estejam ainda em fase de teste se é notório que não percorreram as etapas comuns àquelas que integram o Plano Nacional de Imunização? Por que não se pode questionar a obrigatoriedade do uso das máscaras que não impediram o contágio pelo vírus e cuja eficácia até hoje não é ratificada por um estudo científico? Por que não se pode falar em tratamento da doença com medicamentos que não tragam o selo – e o preço – dos cartéis farmacêuticos enquanto a Pfizer dobrou seu lucro líquido em 2021 para 22 bilhões de dólares? E por que médicos que o prescrevem, apesar de seus diplomas, não agem de acordo com a “ciência”? Por que não se pode questionar o tratamento “empático” recebido das autoridades por pessoas sozinhas na praia ou praça pública durante a pandemia? Por que toda dúvida é negacionismo e toda mentira é amor?
São apenas perguntas. Podemos?… ou ofendemos?