Direto do Vaticano – 21/01/2022
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“A revolução da ternura: modo inesperado de fazer justiça” – São José, pai na ternura: este foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral da última quarta-feira, dia 19. O Pontífice recordou que não há nos Evangelhos relatos explícitos de como São José exerceu sua paternidade. Todavia, é possível compreender algo a partir do próprio Jesus, que sempre usou a palavra “pai” para falar de Deus e do seu amor. “Deus é maior do que os nossos pecados. É pai, é amor, é terno. Não se assusta com nossos pecados, nossos erros, nossas quedas, mas se assusta com o fechamento do nosso coração, isto sim O faz sofrer – a nossa falta de fé no seu amor.”

“A comunicação deve ajudar a construir fraternidade” – Os comunicadores da Custódia da Terra Santa foram recebidos em audiência pelo Papa Francisco na última segunda-feira, dia 17. O encontro foi realizado por ocasião do centenário da fundação da revista Terra Santa. Francisco recordou a importância da comunicação na Terra Santa: “Fazer com que a Terra Santa seja conhecida significa transmitir o ‘Quinto Evangelho’, ou seja, o ambiente histórico e geográfico no qual a Palavra de Deus foi revelada e depois feita carne em Jesus de Nazaré, para nós e para nossa salvação”. “A comunicação, em uma época de redes sociais, deve ajudar a construir comunidade, melhor ainda, fraternidade. Eu os encorajo a contar sobre a fraternidade que é possível.”

“Guiados pela luz de Deus a caminho da unidade” – Como tradição, na última segunda-feira, dia 17, o Papa Francisco recebeu uma Delegação Ecumênica da Finlândia, por ocasião da Festa de Santo Henrique, celebrada no dia 19 de janeiro. Francisco iniciou seu discurso recordando a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que se realiza de 18 a 25 de janeiro no hemisfério norte. O tema deste ano é do Evangelho de Mateus: “Vimos sua estrela no Oriente e viemos prestar-lhe homenagem” (cf. Mt 2,2). “Refere-se aos Magos que, após uma longa viagem, encontram Jesus e o adoram”, lembrou o Papa. “Tudo provém da graça de Deus que nos atrai. E nossa resposta só pode ser semelhante à dos Reis Magos: uma caminhada juntos!”

“Nossas fadigas e nossos sofrimentos pela unidade dos cristãos” – Nas saudações que se seguiram à oração do Angelus do último domingo, dia 16, o Papa Francisco lembrou, se realiza de 18 a 25 de janeiro a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos – que no Brasil é celebrada entre a Ascensão e Pentecostes. Francisco ressaltou que a edição deste ano se propõe a espelhar a experiência dos Magos, que vieram do Oriente a Belém para homenagear o Rei Messias. “Também nós cristãos, na diversidade de nossas confissões e tradições, somos peregrinos em nosso caminho rumo à unidade plena, e nos aproximamos de nosso objetivo quanto mais mantemos nosso olhar fixo em Jesus, nosso único Senhor. Ofereçamos também nossas fadigas e nossos sofrimentos pela unidade dos cristãos”.

O Papa manifesta proximidade ao Brasil atingido pelas enchentes – Após a oração mariana do último domingo, dia 16, o Papa Francisco lembrou aqueles que perderam a vida nas enchentes causadas pelas fortes chuvas que desde o início do mês de dezembro têm atingido vários Estados do Brasil. Tendo atingido inicialmente a Bahia e Minas Gerais, já são dez Estados castigados pelas chuvas e consequentes enchentes. “Manifesto minha proximidade às pessoas afetadas por chuvas fortes e inundações em diferentes regiões do Brasil nas últimas semanas. Rezo em particular pelas vítimas e suas famílias, e por aqueles que perderam suas casas. Que Deus ajude os esforços daqueles que estão prestando socorro.”

“Os Apóstolos de hoje devem ver, julgar e agir” – No último dia 13, o Papa recebeu os representantes da Ação Católica na França. Francisco iniciou falando sobre o tema da peregrinação “Apóstolos hoje”. E disse que gostaria de refletir o que significa “sermos apóstolos eficazes hoje”, recordando que “quando os discípulos caminham com Jesus no caminho de Emaús, começam lembrando os acontecimentos que viveram; depois reconhecem a presença de Deus nesses acontecimentos; finalmente, agem retornando a Jerusalém para anunciar a ressurreição de Cristo”. E concluiu: “É preciso ver, julgar e agir!”