Compartilhe

por Diác. José Marcos Nunes
Paróquia São Judas Tadeu

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora
“A Glória de Maria é nossa esperança!”

Jesus e os discípulos chegam às imediações de Cesaréia de Felipe, a cerca de cinqüenta quilômetros do lago de Genesaré.
Cesárea chamava-se Paneas, em honra ao deus Pan, a quem eram oferecidos cultos numa gruta. Quando Herodes, o Grande, recebeu essa região do Imperador Augusto, construiu ali templo consagrado ao culto do Imperador. Com a morte de Herodes, a região passou a ser governada pelo tetrarca Felipe. Este para cultuar o Cesar, passou a chamar a cidade de Cesaréia de Felipe.
A população em sua quase totalidade, era pagã. Portanto, e os discípulos estão fora do centro político, econômico e religioso. Estão em uma verdadeira periferia, se olharmos a partir do sistema dominante de Israel.
Enquanto caminhavam próximos da cidade de Cesaréia, Jesus interpela os discípulos: “Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?”. Os discípulos, pegos de surpresa, apresentam as mais diferentes versões. Os testemunhos demonstram que o povo desconhece e não acredita que Jesus seja o Messias, pois esperava por outro messias, poderoso e triunfante. Circula entre a gente uma imagem distorcida do Filho do Homem, por causa de sua humanidade. Jesus não se enquadrava nas expectativas, no imaginário do povo.
Por causa desta pergunta de Jesus para os discípulos, querendo saber o que os homens pensavam sobre Ele, percebemos que as respostas são aleatórias e sem compromisso, sem conhecimento da pessoa de Jesus. Para os homens Jesus pode ser qualquer um, percebemos que são respostas descomprometidas. Jesus se volta para os discípulos e pergunta: “E para vocês, quem eu sou?”
Esta pergunta também é para nós comprometidos com o nosso batismo.
Diz o texto que Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso, eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la”.
Temos que pedir esta graça a Deus, que de fato Ele revele em nossos corações aquilo que Jesus é para nossa vida, o “Messias, o Filho de Deus”.
Este reconhecimento da identidade de Jesus é muito importante para nós que somos chamados a serdiscípulos e missionários, porque só anunciamos e seguimos aquele que conhecemos e amamos. Aos discípulos e missionários de Jesus mais do que condenar e excluir, cabe acolher e perdoar, absolver e reconciliar em nome de Jesus Cristo. São chamados a ser construtores da paz entre os povos e nações. Na pessoa de Pedro “a igreja é chamada a ser escola permanente de verdade e justiça de perdão e reconciliação para construir uma paz autêntica”. (Documento de Aparecida, 542, cf. 534.535).

Amém.

Deixe comentário