27º Domingo do Tempo Comum
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Diác. Edson Moura
Ordinalato Militar do Brasil – Capela do Regimento Deodoro – 2º GAC (Quartel de Itu)

“Arranca-te daqui e planta-te no mar, e ela vos obedeceria.”

Evangelho (Lc 17,5-10)

O Evangelho convida os discípulos a aderir, com coragem e radicalidade, o projeto de vida que, em Jesus, Deus veio oferecer ao homem. Essa adesão chama-se “fé”; e dela depende a instauração do “Reino” no mundo. Os discípulos, comprometidos com a construção do “Reino” devem, no entanto, ter consciência de que não agem por si próprios; eles são apenas instrumentos através dos quais Deus realiza a salvação. Resta-lhes cumprir o seu papel com humildade e gratuidade, como “servos que apenas fizeram o que deviam fazer”.

Caminhando para” Jerusalém” Jesus continua a ensinar os discípulos e a cada um de nós as “lições” que nos preparam para o desafio de compreender, viver e dar testemunho do “Reino” num mundo relativista e de pouca fé como o nosso. Desta vez, o nosso texto junta um “dito” de Jesus sobre a fé e uma parábola que convida à humildade.

Nos evangelhos anteriores, Jesus adverte os discípulos das dificuldades de percorrer o caminho do Reino (“entrar pela porta estreita” – Lc 13,24; “amar mais o “Reino” do que a própria família, os próprios interesses ou os próprios bens cf. Lc 14,26-33) agora, são os discípulos que, preocupados com a exigência do “Reino”, pedem mais “fé”.

O que é que a fé tem a ver com a exigência do “Reino”? A fé não é, primordialmente, a adesão a dogmas ou a um conjunto de verdades abstratas sobre Deus; mas é a adesão a Jesus Cristo, à sua proposta, ao seu projeto, ou seja, ao projeto do “Reino”. No entanto, a adesão a esse caminho não é fácil, pois supõe um compromisso radical, a vitória sobre a própria fragilidade, a coragem de abandonar o comodismo e o egoísmo para seguir um caminho de exigência.

Pedir a Jesus que aumente a nossa fé significa, portanto, pedir-Lhe que nos aumente a coragem de optar pelo “Reino” e pela exigência que o “Reino” nos pede, significa pedir que a decisão para aderir incondicionalmente à proposta de vida que Jesus nos veio apresentar.

Assim sendo se temos em nossos corações que a fé é um dom de Deus e ao projeto de vida apresentado principalmente de ações completas de Nosso Senhor, podemos nos perguntar a nós mesmos se ela nos conduz e nos impulsiona a aderir o Reino?

O Reino é uma realidade sempre “a fazer-se”; mas apresentam-se, com frequência, situações de injustiça, de violência, de egoísmo, de sofrimento, de morte, que impedem a concretização do “Reino”. Como é que nós pessoas fé agimos nessas circunstâncias?

Em muitos momentos de nossas vidas somos convidados a demostrar essa fé com a nossa atitude nos colocamos a serviço do próximo, “gastando” nossa vida em favor dos mais necessitados, a nossa fé e adesão ao projeto do Reino nos faz estar em sintonia com Deus em Cristo Jesus, e somos movidos pelo Espírito a lutar cada um no seu estado de vida mas num mesmo objetivo, para que o Reino de Deus aconteça e apesar de servos inúteis, queremos fazer parte deste Reino.