Mês da Bíblia: conhecendo um pouco mais a Carta aos Efésios
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Escolhida para ser o livro de estudo e aprofundamento neste Mês da Bíblia, a Carta aos Efésios por muitos anos foi atribuída a Paulo. Mas hoje sabe-se que provavelmente foi escrita por um discípulo, colaborador do Apóstolo, ou até mesmo por uma comunidade influenciada pela tradição paulina. Assim, atualmente essa carta é considerada “deuteropaulina”, isto é, escrita em um “segundo tempo”, por continuadores da evangelização de Paulo.

Não há um consenso entre os estudiosos quanto à datação de Efésios, porém a proposta de que surgiu entre os anos 80-90 do primeiro século é a mais provável. Também não temos informação referente ao lugar da redação. Pensa-se, de modo geral, na Ásia Menor, região da cidade de Éfeso.

Ao procurar a identificação dos interlocutores nos confrontamos com um problema, visto que não há nenhuma indicação no cabeçalho do texto, ou seja, é destinada “aos santos e fiéis em Cristo”, o que significa os batizados/as em geral (Ef 1,1). A expressão “aos Efésios” foi acrescentada posteriormente, porém não aparece nos textos mais antigos.

Essa referência aos Efésios foi por causa da menção a Tíquico (Ef 6,21), que é originário da Ásia (At 20,4) e é situado em Éfeso (2Tm 4,12). A proposta mais aceitável é que tenha sido escrita para várias comunidades, provavelmente, aquelas localizadas a oeste da Ásia Menor.

Outra dificuldade é identificar a finalidade dessa carta. Há várias propostas, tais como: a de estabelecer a unidade e a paz entre os(as) seguidores(as) de Jesus vindos do judaísmo e aqueles(as) de origem gentílica (proveniente das outras nações).

Outras propostas focam a reconciliação e a unidade entre os membros das comunidades por causa de conflitos internos, ou ainda, ressaltam os valores evangélicos e reforçam o agir cristão, dado que os(as) batizados(as) enfrentavam o grande desafio de seguirem a Cristo num contexto não-cristão.

(adaptado de texto de Zuleica Aparecida Silvano, do Portal Universo Paulinas)