Como diz o ditado: “para cada peso uma medida”, ou será a mesma? Já não sei mais!

Na semana passada falei sobre a expectativa dos clubes em voltar com público nos estádios, devidamente amparada pela CBF. Agora a mesma entidade, divulga relatório de testagem de Covid-19 da Série C, e pasmem, 13 clubes já apresentaram casos da doença.
Só para lembrar, no final da semana passada, a CBF recebeu sinal verde do Governo Federal, via Ministério da Saúde, para colocar em prática, o plano de retorno de público nos estádios de futebol. O Ministério da Saúde aprovou um estudo condicionado a realidade de cada estado e município, com uma proposta de retorno, no máximo, de até 30% de torcedores, de acordo com a capacidade de cada estádio.
A condição é que cada estado e município realize seus protocolos e adote medidas sanitárias apropriadas para receber torcedores.
Ocorre que dos 20 participantes da Série C do Brasileiro (competição que conta com a presença do Ituano), sete não tiveram resultados positivos para a doença nas seis primeiras rodadas da competição. Com 2.353 testes realizados, a taxa média de positividade é de 2,3%.
A Confederação Brasileira de Futebol divulgou no dia 22, as informações sobre os exames de Covid-19 realizados em jogadores e treinadores das três primeiras divisões do Campeonato Brasileiro. Na Série C, especificamente, foram feitos 2.353 testes em profissionais dos clubes nas seis primeiras rodadas da competição.
Ao todo, foram diagnosticados 55 casos da doença, com uma taxa de positividade de 2,3%. O estudo foi elaborado pelo Grupo Científico CBF, liderado pelo presidente da Comissão Nacional de Médicos do Futebol, Jorge Pagura. O tipo de teste padrão realizado pela CBF é o RT-PCR, procedimento que identifica e confirma a Covid-19, buscando detectar o RNA do vírus. As amostras são coletadas utilizando cotonetes de nasofaringe (nariz) e orofaringe (garganta).
Dos 20 clubes da Terceirona, sete ainda não tiveram nenhum caso do coronavírus durante o campeonato. Outros 13 tiveram ao menos um resultado positivo no elenco/comissão técnica. O relatório não identifica os clubes, mas sabe-se, através do noticiário diário, os jogadores que tiveram e quais não tiveram diagnósticos da doença.
Brusque, Criciúma, Ferroviário, Imperatriz, Jacuipense, Manaus, Santa Cruz, São Bento, São José-RS, Treze, Vila Nova, Volta Redonda e Ypiranga-RS, são clubes que já apresentaram ao menos um caso de membro, seja dirigente, jogador ou membro da comissão técnica, com Covid-19 diagnosticado.
Já os clubes que não tiveram casos de Covid-19 diagnosticados, pelo menos, até a sexta rodada foram; Boa Esporte, Botafogo-PB, Ituano, Londrina, Paysandu, Remo e Tombense.
Agora a insensatez; no final da semana passada, em reunião online, dirigentes bateram boca, mais precisamente os presidentes da CBF e do Flamengo. A briga se deu por causa de posições diferentes de ambos. Lopes, como o Flamengo, defendia a volta imediata do público aos jogos – amparado numa decisão do governo do Estado do Rio de Janeiro. Caboclo, presidente da CBF, havia ponderado que a maioria dos clubes defendia a presença de torcida só quando todos pudessem abrir seus portões. A discussão esquentou a ponto de se tornar um bate-boca. E a gritaria levou ao encerramento da sessão.
Antes da troca de insultos, o presidente da CBF chegou a propor que o campeonato tivesse o número mínimo de 13 jogadores saudáveis (ou com testes negativos para coronavírus) para cada time entrar em campo. O número de 13 jogadores – com pelo menos um goleiro – é o mesmo que a Uefa adota para garantir que um time entre em campo em suas competições.
Até hoje esse limite não existe, portanto não há padrão para decidir quando um jogo teria que ser adiado. Foi o caso de Flamengo e Palmeiras, da semana passada, lembram? Justo o Flamengo que uma hora quer público, outra não quer jogar, outra não se sabe, então….Dois pesos e duas medidas, quando me convém!!!