Coronavírus no Brasileirão:  jogadores da Série A testaram positivo
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Atlético-MG e Bragantino registram a menor quantidade de casos, mas episódio no Goiás, semana passada, ligou o alerta: os nove atletas foram contaminados no intervalo de 10 dias. CBF muda protocolo.
É improvável que dê certo qualquer tentativa de desvencilhar a pandemia do coronavírus do Campeonato Brasileiro, mesmo que tenha na rodada no meio de semana, sua primeira rodada completa. Até aqui, ao menos, 151 jogadores dos clubes da Série A já testaram positivo para Covid-19.
O Corinthians, por exemplo, constatou que 23 jogadores já tiveram contato com o vírus até o momento. O Timão é seguido de perto pelo Goiás, que, com os nove casos do fim de semana e mais um diagnosticado nesta terça, chegou a 22.
Consequência das polêmicas do fim de semana, a CBF anunciou mudanças no protocolo de testagem nas competições nacionais. A partir de agora, serão testados todos os jogadores do elenco, e não mais apenas os 23 relacionados para a partida. Além disso, o processo que antes era responsabilidade do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, foi descentralizado, de modo que serão aceitos resultados de exames feitos pelos próprios clubes em laboratórios locais.
A conclusão que chego é que não há um padrão específico entre os infectados. As amostras das mais diversas, apontam vítimas completamente aleatórias. Temos desde indivíduos acima de 45 anos até abaixo de 20 anos. Dentre os atletas, também. Temos atletas experientes em final de carreira e garotos que subiram da base esse ano. Não existe nenhum padrão. Outro exemplo: temos atletas casados, solteiros, ou seja, casos de tudo que é jeito.
Agora, o Sindicato dos Atletas de São Paulo ameaça ir à Justiça e pedir a paralisação do Campeonato Brasileiro, mesmo com a CBF vislumbrando alterar os protocolos previstos para o retorno do futebol. O sindicato paulista defende duas opções como solução para a realização do torneio. A entidade de classe cita os exemplos da Alemanha, que obrigava isolamento das delegações por até sete dias antes das partidas, tempo para que os exames fossem feitos e os resultados conhecidos, e o da NBA, que criou uma “bolha” em Orlando, nos EUA, para que a temporada pudesse ser finalizada.
Na prática, o sindicato pede que os times sejam isolados por toda a disputa do Campeonato Brasileiro, já que, com o calendário apertado, os clubes estão disputando partidas a cada três dias. O documento não cita a possibilidade de acionar a Justiça, o que foi feito em nota no site do sindicato: – Em caso de resposta negativa da CBF, para a entidade dos jogadores paulistas, não restará alternativa a não ser o já conhecido caminho do judiciário.
Pelo lado da CBF, a entidade máxima do futebol brasileiro, baseia-se numa norma do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos, já aceita pela Organização Mundial de Saúde. Essa norma prevê que, após um exame PCR positivo, o isolamento de dez dias é suficiente para liberar o paciente.
E você torcedor e esportista, qual
análise faz?

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