Somos chamados a comunicar o amor de Deus a todos
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Por Celso Tomba

A Igreja dedica o mês de agosto, todos os anos, para celebrar as Vocações. A palavra vocação vem do latim “vocare”, que significa chamar. Dessa forma, a vocação é um chamado. Para nós, um chamado de Deus, um chamado pessoal e intransferível, que respeita nossas características e nossas possibilidades. Um chamado que somente se torna completo quando respondemos e nos colocamos a serviço de Deus.
Além dos chamados específicos para a vida religiosa e consagrada – como os padres, religiosos e religiosas, tão importantes para a vida da Igreja – é importante lembrar que Deus chama a todos e a cada um de nós. Ele nos chama inicialmente à vida. Concede-nos esse dom precioso e nos chama a vivê-lo em plenitude, realizando-nos como seres humanos. Em seguida, Deus nos chama à santidade, a viver em comunhão com nossos irmãos e de acordo com seus mandamentos.
O Papa Francisco nos lembra que a santidade “é o caminho de plenitude que cada cristão é chamado a percorrer na fé. (…) A santidade torna-se uma resposta ao dom de Deus, porque se manifesta quando assumimos a responsabilidade. Nessa perspectiva, é importante assumir um sério e cotidiano compromisso de santificação nas condições, deveres e circunstâncias da nossa vida, procurando viver tudo com amor, com caridade”.
Em quaisquer que sejam as circunstâncias, somos chamados a viver o amor de Deus em nossas vidas e na relação com nossos irmãos. “O amor, por sua natureza, é comunicação”, dizia o Papa Francisco. Ele nos leva a nos abrirmos aos outros, a termos empatia e proximidade com as outras pessoas, e não a nos isolarmos. “Aquilo que dizemos e o modo como o dizemos, cada palavra e cada gesto deveria poder expressar a compaixão, a ternura e o perdão de Deus para todos.”

Se o nosso coração e os nossos gestos forem animados pela caridade, pelo amor divino, a nossa comunicação será portadora da força de Deus. (Papa Francisco)


Como filhos de Deus, também somos chamados a comunicar o amor de Deus a todos, sem exceção. “A comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade.” Francisco nos lembra que podemos comunicar boas histórias, escolher as melhores palavras e os melhores gestos, procurando superar as incompreensões e construir paz e harmonia. “As palavras podem construir pontes entre as pessoas, as famílias, os grupos sociais, os povos.”
Somos chamados a ser propagadores da luz e do amor de Deus para todas as pessoas, a cada dia, nas circunstâncias em que vivemos. Quantas vezes nos comunicamos com as pessoas ao nosso redor, todos os dias! Quantas oportunidades temos de ser mais gentis, mais amorosos, mais compreensivos, menos destruidores, mais apaziguadores!
Somos chamados a ser comunicadores da misericórdia de com nossas palavras e com nossos gestos, com nossa escuta e com nosso silêncio, em todos os espaços em que convivemos – inclusive no chamado “mundo virtual”, nas redes sociais, uma realidade cada vez mais presente em nossas vidas. Nesse mundo comunicacional, em que letras maiúsculas significam gritos, cada gesto e cada palavra têm muito significado. Nas palavras do Papa Francisco, “o ambiente digital é uma praça, um lugar de encontro, onde é possível acariciar ou ferir, realizar uma discussão proveitosa ou um linchamento moral. (…) Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor.”

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