17º Domingo do Tempo Comum

Coluna organizada por Nilo Pereira, segundo a exegese do Pe. Fernando Armellini, scj
Leituras iniciais do 17º Domingo do Tempo Comum
Sugerimos que antes de lerem estes comentários, façam as leituras na Bíblia
1ª Leitura (Gênesis 18,20-32)
A leitura de hoje nos ensina que Deus gosta de falar conosco: Certo dia – diz o trecho – Deus revelou a Abraão que iria até Sodoma para verificar se era verdade o que se dizia sobre a maldade dos seus habitantes.
Abraão, que tinha um sobrinho morando naquela cidade, fica preocupado e começa a interceder para que esta seja poupada por causa dos justos que ali moram. A sua oração não é a repetição de fórmulas decoradas ou lidas em livros, mas sim um diálogo espontâneo e sincero. Reduz o “preço”, abaixa de 50 para 45, depois para 40 e, vendo que o Senhor concorda, cria coragem e diminui, com firmeza, não de 5 em 5, mas de 10 em 10!
Atualmente esse tipo de oração desperta muitas objeções. Muitos se questionam: Por que Deus quer que rezemos? Por acaso para dar aos filhos alguma coisa a mãe espera que lhe implorem? É ponto de honra do homem ser auto suficiente, prover a si mesmo, resolver os problemas com suas próprias forças, com a sua própria capacidade. Mas na hora de grande tribulação rezamos procurando convencer Deus a mudar seus planos a nosso respeito. Esse tipo de pedido deveria ser punido, não atendido!
É assim que nos dirigimos a Deus? É assim que nós lhe abrimos o coração? Se apreciamos a sua palavra, se cada dia meditamos o seu Evangelho, ele, enquanto rezamos, nos responde, enviando-nos a sua luz, indicando-nos o caminho a seguir, as escolhas a serem feitas, fazendo-nos sentir a sua proximidade e sua proteção, comunicando-nos a sua força.
Vemos, portanto que foi do agrado do Senhor que Abraão tivesse pedido pelo seu povo, da mesma maneira como, em outro trecho, vemos que, foi do agrado do Senhor que Salomão lhe tivesse pedido a “sabedoria para governar” e lhe concedeu “um coração sábio e inteligente como nunca existiu antes dele e não existirá jamais”.
2ª Leitura (Colossenses 12,12-14)
Se nos arquivos de um juiz houvesse algum documento escrito que prova as nossas transgressões contra as leis do Estado, nós não ficaríamos sossegados porque sabemos que um dia este documento poderia ser usado para a nossa condenação. Contra nós – diz São Paulo – havia no céu um livro no qual estavam registradas todas as nossas “dívidas”, que eram em verdade muito elevadas.
O que fez Jesus? Pegou este livro, picou-o em mil pedacinhos e pregou-o na cruz. Por isso nós não devemos temer mais nada (ver.14). No Batismo, a nossa vida antiga, os nossos pecados, foram destruídos e agora, ressuscitados com Cristo, vivemos uma vida totalmente nova.